segunda-feira, 9 de abril de 2012

Romances de esquina;


A busca por dois olhares tão íntimos que se encontravam de forma tão caridosa um com o outro enfim terminou, pois ali naquela esquina a qual todos passavam, e um alvoroço de pessoas, volumosamente se dava naquela quina de rua. Sem perceber os despercebidos pela humanidade estavam estaticamente defrontados naquele lugar.
E é interessante o que todos pensaram, pois não conseguiram imaginar o verdadeiro sentido, daquele oi. Que se entregaram, de forma tão peculiar, de uma forma misteriosa e aceitável, o romance talvez existisse, mais quem de nós, pobres sofredores... Iríamos adivinhar que se amavam; Já que apenas eles se contataram, a frenética conquista se passou de forma rápida, ou eles mesmos não quiseram dar mais detalhes do teu rico e glorioso amor; Tenho por mim que de fato não era nada certo, mais o próprio incerto, sim, contaria muito às pessoas que nem mesmo imaginamos viver.
Que há então nessa doce loucura fantasiada pela nossa mente criativa, que se passou logo ali naquela esquina, desbotada e despercebida pelo povo que ao menos não dava importância a ninguém. Mais eu que estava vindo em direção a ela, olhando por traz de seus ombros, quando ele estava encantado e pode sorrir-te. É claro que aquilo era evidente, ou nem todas as pessoas enxergam o que não precisa, ou fazem força para se tornarem cego na mais pura realidade.
Aqueles jovens se amam, de mais, de uma forma tão louca, tão boa, mais ali... Naquela esquina, ali... Fora apenas um oi, medíocre e discreto, menos fantasiado que a inocência de ambos os cidadãos que ali passavam. Trágico te ver agora sem ela, talvez o amor que tanto teve, fugiu assim como o vento, ou como o meu pensamento, que não consegue vê-los lá naquele lugar. Tão ali, e eu não contemplo mais...


HB.

Em algum lugar da Grécia antiga.


Oh querido guerreiro dos sete mares, senhor daqueles que nos apavora em dias de tempestades, poderoso desbravador das criaturas do submundo. Quando eu pequeno, inóspito e frágil, com vocês cruzar, serei subordinado do teu poder. Oh grande Zeus, meu criador e deus do Olimpio proteja-me de todos os males da terra; E quando navegar sobre as águas do mundo; Oh Posseidon, olhai por mim, e me livrais dos monstros marinhos e, então precisarei caminhar pelo vale da agonia, em noites gélidas de temor, te peço, oh poderoso Ades tua benção e tua compaixão para um pobre grego que pede proteção das gárgulas medonhas do mundo inferior. Não tenho muito a oferecer, só minha humilde vida, de poucas glórias, como tributo sedo a ti minha vida.
Três poderosos deuses que rogam pela nossa existência. Aqui está apenas a suplica oração de um cidadão de bem, do povo antigo.
E mesmo que minhas caminhadas sejam diversas, e mesmo que minhas batalhas sejam sangrentas, jamais terei eu, coragem, para profanar em misérias os nomes de seres tão magníficos quanto a vocês; Tenho amor em minha vida, tenho família e, horta para serem cultivados, preciso que nesta efêmera faze da antiguidade, que minhas preces sejam ouvidas, pois, sou apenas um simples grego que suplica as tuas dores, os teus medos, e a tua vontade de continuar vivendo nesse tempo em que acreditamos ser vocês os salvadores e feitores de tudo. “Uma simples oração que aconteceu a muitos anos atrás onde você ainda não sonhava em existir, mais a história, a ideologia, a crença e o mito inexplicável já era visível por todos.”

HB.

Eu olho, mais posso não ver. Eu vejo, mais talvez não queira olhar.


Um pouquinho sobre eu. Duvido das coisas, não temo o futuro, e acho que o destino e a morte são os mesmos. Nós vivemos completamente malucos com as nossas próprias perguntas, sabemos que o futuro é algo que não conhecemos mais sabemos que ele um dia chega, a morte também, não sabemos quando será a nossa, mais sabemos que um dia chega. Tenho sonhos, como vivo dentro dos livros e das histórias, eu já não consigo identificar o que é sonho e o que é realidade, afinal qual o sentido de verdade, já que estamos sujeitos a mentira a todo instante, para imaginarmos o primeiro fisco de verdadeiro, devemos retroceder o nosso pensamento ao nada absoluto.
Mais como imaginar algo que não existe, eu pelo menos não consigo desenvolver um espaço no meu cérebro que consiga, imaginar um vácuo por completo, sem matéria, sem corpo físico, e de fato chegar ao nada absoluto, porém o que é verdade?
Quando o homem em toda a história de vida, ele menti. Talvez tudo que conhecemos não passe de uma pura ilusão, ou não.
Sabemos que sonhamos, mais o sonho é algo do nosso interior, é algo que nossa cabeça faz com que nós acreditemos, realmente estávamos dormindo? Ou agora estamos sonhando com uma vida, e daqui a pouco iremos acordar de um sonho que não se pode explicar a realidade.
Acho que essa minha fissura pelo improvável me fez acreditar em vida após a morte, iremos deitar e dormir, e sonhar, outra realidade criativa, outro mundo paralelo. O qual não conhecemos, ou conhecemos e não sabemos, talvez possamos já não existir, ou estamos dormindo constantemente, sonhando instintivamente. Chegará um momento em que a mente confunde você com real e imaginário, você pode escolher em ficar no país das maravilhas ou descobrir a verdade, sair do seu frenesi paranóica e enxergar o real. Mais o que é real?


HB.

Já parou para imaginar como as coisas simplesmente acontecem?


O destino é uma coisa tão linda e tão obvia, o destino é como se fosse uma armadilha que estamos constantemente construindo ele, tentando dar uma cara nova na nossa linha de raciocínio perfeito, mais no final descobrimos que assim como a morte, uma hora ou outra tudo acontece, as coisas se encaixam, as coisas fluem e então somos surpreendidos pelo destino.
O maior exemplo disso é o trecho que irei narrar agora, imagine então, você, destinado a encontrar sua amada que está na saída da escola, e você se adianta exatos cinco minutos no tempo que você costuma usar como referencia para encontrá-la, e como num passe de mágica o ônibus da cidade a qual você está situado, passa adiantado cerca de três minutos do horário normal, você se depara com ele, mais não imagina que este, por estar três minutos adiantado deixou de pegar um passageiro em determinado ponto, e assim seguiu viagem; Até parar no próximo ponto, sua finalidade era pega-lo e ir até o local onde se encontraria com sua amada, mais um certo advogado que estava com pressa mudou seus planos e foi cruzar exatamente o viaduto o qual o ônibus passa, e você não imaginaria que este advogado teria um caso ainda maior dali a uma hora que nada mais seria que um acidente o qual acontecerá com o ônibus que você acabara de pegar, o motorista de ambos os veículos não são relevantes mais você simplesmente decidiu descer um ponto antes para poder comprar algumas coisinhas que iriam agradar a sua querida companhia logo mais...
Continuou seguindo viajem a pé, porem com um decréscimo em seu trajeto. Pois já não estava em algum automóvel, a questão que se segue é que a dona da floricultura que você acabara de parar estava atrasada para seu expediente e não pode abrir a loja no momento em que esperava estar aberta; O que aconteceu é que você já não pode mais tornar o charme possível, e então segue para a tal escola e avista sua querida do outro lado da rua, e espera que ela atravesse, mais é surpreendido por um acidente o qual envolve um ônibus um carro e uma garota.
Este ônibus se adiantara três minutos para passar naquele determinado ponto, pois tivera deixado para trás um passageiro em um determinado ponto, e o carro estava com a razão mais o seu motorista estava adiantado e também passara crucialmente naquela rua a qual sofrera um acidente trágico. O que você deve está se perguntando é se este caso seria delimitado para o tal advogado, pois ele tinha a razão e tinha também uma morte em suas mãos. O ônibus desligou a traseira e empurrou o carro que se chocou na parte lateral, e acabou acertando Julie Anny, esta por sua vez não estava atrasada, nem muito menos adiantada, saíra de sua escola no horário exato ao meio dia e meio. E você sem flores, sem agrado, adiantado, cinco minutos, pode ver atentamente a tudo que aconteceu naquele lugar. Trágico não?
Seria errado dizer que se você não estivesse se adiantado cinco minutos, e o motorista do ônibus não tivesse deixado um passageiro e tivesse adiantado o tempo da corrida em três minutos, e o advogado tivera saído de casa para o trabalho no seu horário habitual, não tinha acontecido acidente nenhum com uma pessoa inocente? Talvez sim, você não precisaria presenciar a morte de quem tanto amava. Mais poderia ficar com a duvida na cabeça até quando nós continuaremos tentando driblar o destino, e mudar as sentenças, ou até mesmo a morte. Talvez a morte seja o próprio destino, pois ambos sabem das nossas coisas, das nossas mortes. Da nossa vida. E as coisas simplesmente acontecem.

HB.